De Carrinho

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O dia que não acabou

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Daniel Boucinha/Inter

Não sei como vocês contam o tempo. Para mim, um dia só muda no calendário quando eu durmo, de modo que ainda é 16 de agosto — mesmo que todos os relógios digam o contrário.

Portanto, ainda é o dia de comemorar os dois anos do maior jogo que eu vi em um estádio em toda a minha vida.

Não há muito o que se falar. Dia completamente esquecido — com exceção do seu início —, assim como todo o mês de agosto antes disso. Se me disserem que passei os 15 dias anteriores em coma, tendo acordado apenas nos jogos contra Libertad e São Paulo, acreditarei. Não tenho como provar o contrário.

A única coisa que eu sei é que valeu a pena. Apesar de hoje o Inter não dar motivo nenhum para satisfação, contando com erros em diversas instâncias, o que aconteceu dois anos atrás nunca vai ser esquecido. “Witness history in the making”, uma bela expressão, que diz bem o que eu senti quando Elizondo apontou aquele braço amarelo-limão para cima.

Claro que eu só fui perceber isso depois. Na hora, não conseguia fazer nada além de contemplar o Beira-Rio, a minha gente, gritando. Todos, e eu meio em silêncio, querendo aproveitar tudo ao máximo. E consegui.

Parabéns para nós
Francisco Luz

Escrito por Francisco Luz

17/Ago/2008 às 5:36

Publicado em Não classificado

Uma Resposta

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  1. massa.

    dante

    25/Ago/2008 em 14:36


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