O princípio do fim

Alexandre Lops/Inter
Já que a EFE pediu água e o jogo de vôlei continua, hora de chorar o destino do Inter. Empatar um Gre-Nal com os reservas do Grêmio, contando com TITE, ADRIANO e EDINHO é a síntese do que virou o Colorado.
Quando fiz um curso de jornalismo esportivo na PUC, em 2006, perguntei ao Pedro Paulo Zachia — pai do império otomano, para quem não sabe — por que a gestão dele assumiu um Inter tricampeão brasileiro e entregou um time que não vencia nada desde então. Como era de se esperar, ele enrolou e não disse nada com nada.
Pois tenho medo de ter que fazer a mesma pergunta para o sr. Vitório Píffero nos próximos anos. O que a atual gestão colorada está azendo com o clube é das coisas mais lamentáveis que já existiu.
Pensem bem: assumiram um time campeão do mundo, com 50 mil sócios e um potencial craque no time, o Pato. E qual foi a primeira atitude da direção? Contrataram o CHRISTIAN. Nada a declarar.
Depois disso, conseguiram demitir e recontratar o mesmo técnico em três meses, tornando um time que vencera a Libertadores há menos de um ano um clube do tamanho do Botafogo, que fez a mesma coisa pouco depois.
Agora, para completar, cometem a suprema proeza de contratar o TITE (o TITE, pelamordezeus!) como treinador e o GUSTAVO NERI como solução para a lateral esquerda. Não consigo imaginar nada mais bizarro e doente do que isso.
Tite é um mau treinador. Surgiu, assim como tantos surgiram, com potencial para ser um nome novo no início da década, mas depois não fez merda nenhuma que prestasse. Pior, ficou quase dois anos sem treinar time nenhum no Brasil, nem mesmo sendo cogitado para assumir o time que o projetou quando este esteve à procura de um técnico. Isso deveria dizer alguma coisa.
Nem vou entrar no mérito do gremismo dele, que isso não me interessa e, sinceramente, é coisa criada pela imprensa para explicar por que a direção não contratava o maior pensador da história da casamata — na opinião deles, não na minha. Eu entendo de futebol.
Mas veio o Tite, deu aquela fingida no início e agora faz o que estamos vendo. Magrão é banco do Edinho. Marcão ainda entra no Beira-Rio. Adriano é a alternativa quando o Nilmar não pode jogar, e Adriano é o pior jogador que existe, porque as vezes faz gol. Mas no Gre-Nal de hoje ele se superou.
Porém, nada é pior do que ver o cara da foto acima vestindo a mesma camisa que eu. Gustavo Neri é ainda mais nocivo e lamentável do que o Tite, além de ser um mau caráter de marca maior. Aquela piscadinha dele para as câmeras em 2005, quando fez um gol ilegal, ou um pênalti, ou algo do gênero contra o São Caetano, é o retrato escrito da sua mediocridade.
E, assim, voltamos à direção. Apesar de ter acertado em diversas ações, como as contratações de Guiñazú, Sorondo, Nilmar e D’Alessandro, não dá para esquecer que eles são os mesmos que entupiram o time de jogadores iguais e não conseguem encontrar um lateral-direito ou um destino para o Edinho. Além disso, ouvir o trio Píffero-Luigi-Tite falar depois dos jogos é algo que sucita o suício em massa.
Mas o pior ainda está por vir. Com as eleições do fim do ano, tenho medo de ver a oposição vencendo e derrubando ainda mais o Inter, que vai ter que pagar todo o dinheiro que está gastando até agora sem NENHUM retorno. Não há garantias de que estaremos na Libertadores em 2009 e, sinceramente, talvez seja melhor assim. Não consigo ver um time tão ruim disputando la Copa às ganhas no ano do centenário.
E, com um porra louca no ano que vem, é bem capaz de vermos o clube chegar à bancarrota — e aí, o buraco fica localizado em plagas distantes demais, as quais nunca queremos visitar.
Não me fode, Inter
Francisco Luz