Archive for Fevereiro 2008
Façam suas apostas
Uma das coisas mais chatas que existe na face da terra é o período de testes de pré-temporada da F-1. Chata e cheia de clichês. É um festival de opiniões, sempre ressaltadas por “mas são apenas os testes, sabe como é…”, onde todo mundo procura se esconder dos tão arraigados e necessários chutes.
Mas claro que aqui, o buraco é mais embaixo. Dando a cara à tapa, vou (tentar) explicar os motivos que me levam a indicar o seguinte futuro para as 11 equipes e 22 pilotos que começam a competir em Melbourne, no dia 16.
Dois pontos
Rapidinho, só para não esquecer de comentar:
— Alguém realmente acredita que Coca Zero tenha o mesmo gosto de Coca normal? Fui obrigado a tomar uma hoje, já que o bar do jornal estava sem o suprimento obrigatório de latinhas vermelhas, e quase devolvi. Que coisa repugnante.
— Poucas sensações são tão agradáveis quanto a de, depois de dez minutos de desespero dentro do carro procurando uma vaga na faculdade, encontrar um espaço que ficar duas filas à frente do prédio onde se tem aula. Deu para sentir o desespero dos outros carros quando me viram saindo de dentro do meu, o que valeu pela noite toda.
Correndo,
Francisco Luz
Imagem e semelhança

Serenidade
Poucos times no Brasil — ou no mundo — têm um treinador que represente tão bem a índole do clube quanto o Botafogo tem com Cuca. Neste momento, reprisa na minha televisão o “Bate-Bola” da Espn Brasil, e o técnico alvinegro está concedendo sua entrevista coletiva pós-final da Taça Guanabara.
Leiam o livro, não vejam o filme

Não devo ser, de maneira nenhuma, o melhor crítico literário que existe. Geralmente, o meu livro preferido é o último que eu li, junto com uma pequena seleção de dois ou três, que eu repito (ou já repeti…) 15 vezes, no mínimo. E fazia tempo que esta casta superior da minha biblioteca não tinha um novo componente, até o ano passado. Quando eu li O Livro. E, nestes tempos de Big Brother — melhor programa —, é bom ver quem era o Grande Irmão “de verdade”.
SE VOCÊ NÃO QUER SER SURPREENDIDO COM A ESTÓRIA, NÃO PASSE DAQUI
Batalha dos Aflitos II – Logo, logo, em um cinema perto de você

Chego em casa, abro o computador e dou uma lida nas notícias. No meio-tempo, vou lendo comentários do Impedimento, também. E noto alguém falando que Celso Roth vai substituir Vagner Mancini no comando do Grêmio. E eu não entendi nada.
Aí liguei o rádio, procurei em outros sites e vi a confirmação: Mancini não é mais o treinador tricolor. Um erro da diretoria da Azenha.
Eu vi ele jogar

Realmente, Novo Hamburgo é uma cidade única. Além de ter o trânsito mais suicida do ocidente, a capital cultural do vale do Sinos também tem uma estranha predileção por esportes. Tirando o Maicon, (mau) lateral-direito da seleção, nunca saiu daqui um jogador decente. E isto é só o começo.
A Sociedade Ginástica, espécie de “clube dominante” daqui, é tricampeão mundial de punhobol. Aposto que ninguém que leia este blog saiba como se joga punhobol. Além disso, a mesma sociedade é campeã sul-americana de bolão, além de ter conseguido um título da Superliga de vôlei masculino em 95. Enquanto isso, o Anilado — Esporte Clube Novo Hamburgo para os leigos — míngua à margem do comparecimento do povo.
Hamburguenses não sabem dirigir
Dia de chuvas e trovoadas no flamante vale do Sinos. E dias assim, como todos deveriam saber, só mostram o que há de pior no povo hamburguense: seu ímpeto suicida e sua completa inapetência para dirigir.
Em dias normais, o trânsito de Novo Hamburgo é uma merda geral. Gente que se joga na frente dos carros com sinal verde para os últimos, gente dirigindo a 20 km/h na esquerda em plena Nações Unidas, gente que não conhece a alavanca do pisca; em suma, uma bosta.
Mas, quando chove…
Futuro africano

Aboutrika comemora o gol da sexta estrela
Nunca fui muito fã do futebol africano. Enquanto vários amigos defendiam que Camarões ou Nigéria seriam, um dia, protagonistas de Copas do Mundo e afins, a porra-louquice das seleções do continente sempre me deixaram com os dois pés atrás. E aquela faceirice na hora de atacar desmedidamente me causavam calafrios. Logo, não torcia nem tinha simpatias por ninguém.
Na Copa passada, com um futebol decente apresentado pela Costa do Marfim (e só), quase capitulei. Mas mantive minha posição, e continuava renegando o bom futebol apresentado por Didier Drogba e Samuel Eto’o, creditando sua fama puramente ao marketing. Mas agora mudei.
Da tristeza dos símbolos modernos
Houve uma época certa para que times de futebol fossem criados. E são vários os motivos: equipes novas não têm torcida, tradição, cores ou uniformes bonitos. Mas o que mais me aflige são os escudos. Sim, os símbolos.
Tanto se fala, ultimamente, no revival dos anos 80, que não se percebe o mal que esta época fez ao mundo. Dentre outras coisas, lembro de Milli Vanilli, We Are the World e as horrendas camisetas das Copas do Mundo de 86 e 90, com seus desdobramentos futuros.
E, neste mesmo espaço de tempo, surgiram os times que hoje assombram as médias de público dos campeonatos e a cabeça dos diagramadores de jornais e revistas.
Duvida?
Como criar uma teoria da conspiração
O Big Brother Brasil surgiu em 2002. Nas 7 edições disputadas no verão, uma bateria de escola de samba sempre foi convidada para tocar na casa. E um dos participantes ganha a presença no sambódromo. A escola presente sempre foi a mesma, a Beija-Flor
Pois, eis que, desde 2002, a mesma Beija-Flor venceu cinco títulos — 2003, 04, 05, 07 e 08.
Curioso, não?
Semeando a discórdia,
Francisco Luz